O Tropicalismo foi o movimento político, artístico - cultural, enfim, que surgiu no Brasil em uma situação de questionamento acerca do que era o país, de tentar descobrir o que seríamos. Não se deve considerar o Tropicalismo como algo fechado pois buscou e dialogou com várias áreas, destacando o que se convencionou designar como indústria cultural. Há muita influência também da Semana de Arte Moderna e sua antropofagia.
Experimentalismo e exposição-denúncia de muitas das mazelas que a chamada modernização industrial trazia para o país podemos ver na produção tropicalista. Em PARQUE INDUSTRIAL, de Tom Zé, temos um desfile das contradições que tomavam contas das cidades que se tornavam grandes no Brasil. A industrialização é mostrada como arauto da salvação brasileira. A modernidade da cultura de massa informa, ao mesmo tempo, sobre a futilidade e o suposto desmoronamento dos valores morais e expunha a violência cotidiana através dos jornais populares.
Uma grande provocação.
Retocai o céu de anil Bandeirolas no cordão Grande festa em toda a nação.
Despertai com orações O avanço industrial Vem trazer nossa redenção.
Tem garota-propaganda Aeromoça e ternura no cartaz, Basta olhar na parede, Minha alegria Num instante se refaz
Pois temos o sorriso engarrafadão Já vem pronto e tabelado É somente requentar E usar, É somente requentar E usar, Porque é made, made, made, made in Brazil. Porque é made, made, made, made in Brazil.
Retocai o céu de anil, ... ... ... etc.
A revista moralista Traz uma lista dos pecados da vedete E tem jornal popular que Nunca se espreme Porque pode derramar.
É um banco de sangue encadernado Já vem pronto e tabelado, É somente folhear e usar, É somente folhear e usar.
Você, estudante que se prepara para a prova do ENEM, deve ter em mente que tudo que for produzido pela ação/pensamento humano é cultura, tanto material quanto imaterial.
A partir dessa perspectiva podemos enumerar, para efeitos didáticos, as fontes em:
1. primárias: são as fontes que, ao serem estudadas, permitem entender parte da existência de quem as produziu individual ou coletivamente. Exemplo: correspondências, registros de leis, diários;
2. secundárias: são todas as fontes que foram produzidas a partir da análise, da compreensão, do entendimento de fontes primárias. Exemplo: um livro que trate da história da Grécia e que se baseou no livro História, de Heródoto;
3. terciárias: você estará diante de uma fonte terciária quando identificar que ela reúne tanto fontes secundárias quanto primárias. Exemplo: uma lista de livros sobre determinado tema e que contenha os dois primeiros tipos de fonte citados; a internet também pode ser entendida como fonte terciária.
A música "Diário", cantada pela banda Cia do Calypso, mostra uma fonte primária na qual estão registrados os momentos importantes da vida do "eu lírico" da canção.
Ela quer se livrar das "lembranças que fazem chorar" e para tanto afirma, decidida, que vai arrancar as páginas que são a lembrança física, material da emoção boa que ela sentiu em outro momento.
E você, onde ficam registradas suas lembranças?
pense FORA DA CAIXA
Meu Diário Companhia do Calypso
Vou arrancar do meu diário As folhas que escrevi falando de você Vou devolver a sua foto pra não olhar pra te esquecer Eu vou tirar você de mim, ou nas suas cartas de amor vou dar um fim Se acabou pra que guardar lembranças suas que me fazem chorar
Vou arrancar do meu diário As folhas que escrevi falando de você Vou devolver a sua foto pra não olhar pra te esquecer Eu vou tirar você de mim, ou nas suas cartas de amor vou dar um fim Se acabou pra que guardar lembranças suas que me fazem chorar
Decidi tirar você da minha vida Não tem volta, é pra valer Tô decidida
Decidi tirar você da minha vida Não tem volta, é pra valer Tô decidida
Vou devolver a sua foto pra não olhar pra te esquecer Eu vou tirar você de mim, ou nas suas cartas de amor vou dar um fim Se acabou pra que guardar lembranças suas que me fazem chorar
Decidi tirar você da minha vida Não tem volta, é pra valer Tô decidida
Decidi escrever este texto movido por uma satisfação: tive vários estudantes que decidiram cursar História. Comparado com outros anos, foi um recorde: Ana Elisa, Lucas Duarte, Cassandra Alves, Thais Cavalcanti, Valeska Ferreira, Ana Bonner... não tivera, em anos anteriores, mentes decididas a serem historiadores e historiadoras. Os campeões sempre foram Direito, Arquitetura e jornalismo. História sempre foi a segunda opção.
Movido por tamanha satisfação, decidi escrever um texto, uma carta, para esses e essas pupilas que durante o ano de 2012 auxiliei na introdução ao pensamento histórico, ao raciocínio histórico. O primeiro passo no caminho sem volta da inquietação, da indignação e, como disse várias vezes em minhas aulas: da DISCÓRDIA.
Comecemos:
1. a faculdade de História não é e nem será composta apenas por seres com incrível capacidade intelectual e percepção ampla o suficiente para relacionar situações sociais, econômicas, culturais como parte de algo maior que é a vida humana em sociedade. Você vai encontrar poucas pessoas com tais características e ACREDITE, serão raras. A maior parte vai crer e defender que uma coisa não se relaciona com a outra e, talvez pior, vai tentar isolar explicações econômicas das culturais, das ideológicas e assim sucessivamente;
2. poucos dos veteranos leram os livros que citam. Muitos afirmarão que segundo Fulano de Tal no livro Zal, a percepção da vida social deve considerar a flexibilidade do ato proletário nos interstícios das relações de poder em determinada conjuntura histórica... pffff! Desconfie desses e, se puder, leia a obra citada, pois você vai se espantar com a quantidade de “apropriações ilegais” que são realizadas a cada fala veterana. Por que isso acontece? Possível resposta: impressiona gatinhos e gatinhas sedentas por “verdadeiro conhecimento histórico”;
3. o curso de História não é composto por maconheiros inveterados, usuários de todas as drogas psicotrópicas que existam ou que acabem de inventar; nem é o santuário das práticas sexuais desregradas, sado-masoquistas, pansexuais; tem usuários? Tem. Tem libertários e libertárias sexuais? Sim, sim. São todos e todas? NÃO, NÃO MESMO. São poucos e tem muita gente recatada por lá; isso é ruim? Não, pois garante diversidades de modos de existir – o que é muito saudável considerando que devemos respeitar toda forma de vida, quer concordemos com sua existência ou não;
4. estudantes de História não são revolucionári@s engajad@s contra qualquer forma de opressão, seja ela do capital, das diversas religiosidades; muit@s serão, inclusive, bastante passivos diante das desigualdades que grassam pelo mundo ao redor; motivo? Com pouca certeza, afirmo que muitos devem crer que muda-se o mundo com as ideias e, estas, criadas por alucinógenos encadernados em livros que mal foram lidos e colocados em prática e, pior ainda, não foram problematizados;
5. não espere que suas aulas serão marcadas por intensos debates, por confrontos de ideias pois elas não serão – NA MAIOR PARTE DAS VEZES; poucos serão @s professores e professoras que aceitarão o benefício da dúvida, que ouvirão com paciência suas perguntas pouco amadurecidas (pelo menos serão no início do curso e espera-se, pelo bem da sociedade, que essa imaturidade seja superada) e te orientarão sugerindo leituras profícuas para te fazer pensar fora da caixa; mas nem sempre o debate deixa de acontecer por responsabilidade de mestres, muitas vezes os textos sugeridos não são lidos prejudicando o andamento da aula. O que nos leva para o próximo tópico:
6. LEIA! LEIA! LEIA MAIS! LEIA MUITO MAIS! LEIA SEMPRE! LEIA HOJE, LEIA AMANHÃ, LEIA ATÉ SE VOCÊ FOR ACOMETIDO DE CEGUEIRA (você pode aprender braile ou escutar áudio livros). Me irrito muito quando vejo estudantes de História se queixando de terem que ler um texto de dez páginas. Dá vontade de agir feito o capitão de determinado filme e puxar o verme subterrâneo pelos cabelos, esfregar sua face em um compêndio e dizer: FEZ VESTIBULAR PRA HISTÓRIA PRA QUÊ? SE NÃO AGUENTA, PRA QUE VEIO?! PEDE PRA SAIR! PEDE PRA SAIR! “MULEQUE!” “MULEQUE ANALFABETO!”
Costumava dizer, em minhas aulas, que só a História salva... da mediocridade, da estupidez, da ignorância. Para tanto, a leitura, compreensão e problematização (NESSA ORDEM) são pontos fulcrais.
7. por mais que você tenha lido muito, você não leu tudo, logo não sabe de tudo. Baixe a cabeça e... vá ler mais e debater com outras pessoas. Certa vez ouvi alguém dizer que quando um historiador quer cometer suicídio ele pula de cima do próprio ego. Faz muito sentido. Conheci pessoas que leram alguns livros – e nem leram bem – e começam a olhar outr@s que não leram aqueles livros específicos como se fossem párias;
8. não tente impor seu modo de pensar pois ele não é a perfeita representação da realidade. Pode até ser para você, mas não para outras pessoas; quando alguém discorda do que você pensa, essa pessoa pode, após o “conversê”, sair com você para ir ao cinema, dançar ou conversar sobre coisas aleatórias pois para ter amizades que concordam com tudo que eu penso, eu prefiro prosear com meu reflexo no espelho;
Poderia continuar listando, mas nunca terminaria essa carta/texto/conversa, então concluo pedindo a tod@s que foram meus alunos e alunas e especialmente para @s que estudaram no meu curso e ingressarem na faculdade de História (ou qualquer outro curso - não excluo ninguém, mas, História é sempre melhor – no meu entender):
DISCORDE.
Se viu que não está correto, DISCORDE.
DISCÓRDIA (que tanto falo em minhas aulas) é mais que contrariar. É uma postura, uma atitude pautada no respeito ao próximo e na ação para mudança. No falar quando há silêncio imposto, no se preocupar se o som que você gosta não incomoda seu vizinho, no evitar cuspir na rua sem olhar se há alguém que possa ser atingido.
DISCORDAR é remar contra a maré das homogeneizações, das intolerâncias religiosas, das intolerâncias ateias, das criminalizações, das naturalizações do que não natural.
DISCORDAR é PENSAR FORA DA CAIXA e isso nenhum curso, nenhum professor vai te dar. Você tem que se forjar no cotidiano, sabendo que nem sempre – e essa é a maior parte – sua ação vai ter resultado imediato, sua fala vai ser compreendida.
DISCORDAR é PENSAR FORA DA CAIXA e TER HISTÓRIA NA CABEÇA pode ajudar.
Conseguir isso é ser mais que Historiadores e Historiadoras, é se tornar HISTORIADEUSES E HISTORIADEUSAS.
O que você faria se só te restasse um dia? E fosse este dia?
Estas perguntas aparecem em uma canção do Paulinho Moska que foi bastante escutada nos anos 1990 e tema de abertura de uma telenovela. Mas, mais do que entreter, a canção traz a tona um dos assuntos que mais inquietam o ser humano: o fim do mundo. O medo do fim de tudo toma proporções cada vez maiores neste século, com direito a ondas gigantescas, tremores de terra avassaladores e usinas atômicas atingidas pela "fúria da natureza".
O fim de tudo aparece em religiões, o fim está no cinema, o fim é cantado em mais de uma dezena de versos. E quem não acreditou que era o fim quando foi demitid@? E quando @ namorad@ foi embora? Parece que toda a existência é completamente obliterada em situações como estas.
Em busca de reduzir danos, a espécie humana fez – e continua fazendo – previsões. Antever o futuro, o que está por vir foi a saída encontrada para lidar com a contingência, o acaso, a incerteza. Buscando a certeza, a continuidade, tentando aplacar a insegurança foram criados sistemas de previsão complexos que não são inteligíveis a uma primeira olhada até técnicas que podem garantir caminhos seguros através da análise das linhas das mãos e das formas que aparecem na borra do café depositado no fundo da xícara.
Zodíaco, linhas das mãos, búzios, tarô. Tais manifestações da necessidade humana de controlar o acaso estão no nosso cotidiano. Os jornais têm uma seção que elenca a previsão do dia para indivíduos deste ou daquele signo. Na internet pode-se fazer uma consulta ao tarô. E, no lado oposto, estão os que afirmam que só Deus sabe o que o futuro reserva a cada um. Todos esses exemplos provam que o temor do amanhã incerto e a busca por segurança são dois lados da mesma moeda.
O medo do fim do mundo representa em uma escala global um temor que é também local. Mais que local é pessoal. Tememos a morte. E o fim de uma vida não é apenas o fim de um indivíduo. É também todo um mundo que deixa de existir com ele.
E em 2012 o temor do fim de tudo volta mais forte. Segundo alguns acreditam, em 21 de dezembro tudo será extinto. A partir de uma leitura de uma profecia maia e com o apoio de filmes catástrofe, propagou-se, mais uma vez, a ideia da proximidade do fim.
A partir de uma leitura mística, aquele calendário tornou-se pop e, principalmente, a após os anos 1990 ficou mais forte tal ideia.
E no Brasil a temática do fim do mundo está presente em livros, telenovelas e canções. No caso desta última, podemos escutar desde sambas até rock’n roll.
Carmem Miranda pode ser a primeira, cantando uma composição de Assis Valente, E o mundo não se acabou, que, de maneira bem humorada mostra as ações de alguém que ouviu anunciarem que o mundo ia se acabar:
Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar...
E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada...
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando
De aproveitar...
Beijei a bôca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou...
Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar...
E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada...
Chamei um gajo
Com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele
Mais de quinhentão...
Agora eu soube
Que o gajo anda
Dizendo coisa
Que não se passou
E, vai ter barulho
E vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou...
Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar...
E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada...
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando
De aproveitar...
Beijei a bôca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou...
Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar...
O Maluco Beleza, Raul Seixas, também tratou do tema em As profecias:
Tem dias que a gente se sente
Um pouco, talvez, menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça
Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar, carregado sutil
Um dia de maio ou abril
Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nessa tarde tão calma
O tempo parece parado?
Está em qualquer profecia
Dos sábios que viram o futuro,
Dos loucos que escrevem no muro.
Das teias do sonho remoto
Estouro, explosão, maremoto.
A chama da guerra acesa,
A fome sentada na mesa.
O copo com álcool no bar,
O anjo surgindo no mar.
Os selos de fogo, o eclipse,
Os símbolos do apocalipse.
Os séculos de Nostradamus,
A fuga geral dos ciganos.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia.
Um gosto azedo na boca,
A moça que sonha, a louca.
O homem que quer mas se esquece,
O mundo dá ou do desce.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia.
Sem fogo, sem sangue, sem ás
O mundo dos nossos ancestrais.
Acaba sem guerra mortais
Sem glorias de Mártir ferido
Sem um estrondo, mas com um gemido.
Os selos de fogo, o eclipse
Os símbolo do apocalipse
A fuga geral do ciganos
Os séculos de Nostradamus.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia
Um dia...
Sim, sim, sim...
Em Canção Agalopada, Zé Ramalho descreve um cenário tão medonho quanto o de Raul Seixas:
Foi um tempo que o tempo não esquece
Que os trovões eram roncos de se ouvir
Todo o céu começou a se abrir
Numa fenda de fogo que aparece
O poeta inicia sua prece
Ponteando em cordas e lamentos
Escrevendo seus novos mandamentos
Na fronteira de um mundo alucinado
Cavalgando em martelo agalopado
E viajando com loucos pensamentos
Sete botas pisaram no telhado
Sete léguas comeram-se assim
Sete quedas de lava e de marfim
Sete copos de sangue derramado
Sete facas de fio amolado
Sete olhos atentos encerrei
Sete vezes eu me ajoelhei
Na presença de um ser iluminado
Como um cego fiquei tão ofuscado
Ante o brilho dos olhos que olhei
Pode ser que ninguém me compreenda
Quando digo que sou visionário
Pode a bíblia ser um dicionário
Pode tudo ser uma refazenda
Mas a mente talvez não me atenda
Se eu quiser novamente retornar
Para o mundo de leis me obrigar
A lutar pelo erro do engano
Eu prefiro um galope soberano
À loucura do mundo me entregar
Eduardo Dussek, considerado um dos primeiros showman do Brasil intitulou Nostradamus uma de suas canções que tratam do tema do fim do mundo:
Naquela manhã
Eu acordei tarde, de bode
Com tudo que sei
Acendi uma vela
Abri a janela
E pasmei
Alguns edifícios explodiam
Pessoas corriam
Eu disse bom dia
E ignorei
Telefonei
Pr'um toque tenha qualquer
E não tinha
Ninguém respondeu
Eu disse: "Deus, Nostradamus
Forças do bem e da maldade
Vudoo, calamidade, juízo final
Então és tu?"
De repente na minha frente
A esquadria de alumínio caiu
Junto com vidro fumê
O que fazer? Tudo ruiu
Começou tudo a carcomer
Gritei, ninguém ouviu
E olha que eu ainda fiz psiu!
O dia ficou noite
O sol foi pro além
Eu preciso de alguém
Vou até a cozinha
Encontro Carlota, a cozinheira, morta
Diante do meu pé, Zé
Eu falei, eu gritei, eu implorei:
"Levanta e serve um café
Que o mundo acabou!"
E mais recentemente foi exibida uma telenovela intitulada O fim do mundo que teve como tema de abertura a canção O último dia, de Paulinho Moska:
Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia
Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Corria prum shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria
Andava pelado na chuva
Corria no meio da rua
Entrava de roupa no mar
Trepava sem camisinha
Meu amor
O que você faria?
O que você faria?
Abria a porta do hospício
Trancava a da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Me diz o que você faria
Me diz o que você faria...
Se o mundo vai acabar neste 21 de dezembro de 2012 ou em outra data, não sabemos. Mas tenha certeza que essa ideia não é tão nova que cause tanta surpresa nem tão velha que não desperte interesses.