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ARTIGOS

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

SOBRE SOCIOLOGIA 1: Contexto histórico de seu surgimento



O momento que pode ser considerado o nascimento da Sociologia como ciência é o século XIX. Este século foi marcado por profundas transformações nas estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, tanto da Europa ocidental quanto do Brasil. Para o nosso interesse inicial, o que aconteceu na Europa terá um espaço maior.

Historicamente, o século XIX vivenciou o que foi designado como a Era das Revoluções. Revolução pode ser entendida como uma mudança radical, profunda. Para o que nos interessa, duas áreas foram especialmente afetadas momento: economia e política.

Tratemos de cada uma dessas áreas:

a. economia: a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL inglesa transformou radicalmente a maneira de produzir bens e distribuí-los, assim como a prestação de serviços; o modo de produção capitalista consolidou a divisão do trabalho em donos dos meios de produção e força de trabalho, gerando, através do trabalho nas fábricas, uma grande quantidade de operários explorados. Não apenas operários explorados como os que não foram integrados ao novo modelo, passaram a viver em péssimas condições de vida. Essa massa passou a ser vista como perigosa em potencial. É nessa sociedade que revoltas aconteciam e chamavam a atenção e geravam a necessidade de pensar sobre o que acontecia. Até aquele momento nenhuma das ciências humanas havia dado conta do que acontecia.

b. política: a REVOLUÇÃO FRANCESA, em 1789, alterou a política da França e repercutiu em outros locais da Europa ocidental e da América. A Revolução Francesa levou a burguesia para o comando da vida política francesa e com ela as idéias liberais. Foram criticadas a velha ordem política do Antigo Regime, o Estado Moderno, as estruturas feudais que ainda existiam.

Nessa conjuntura de transformações políticas e econômicas, devemos considerar que mesmo tendo origem nestes ramos, expandiram-se alterando praticamente a sociedade inteira. Suas repercussões se estenderam até o século XIX e é nesse contexto que apareceram as primeiras tentativas de reflexão acerca da sociedade, com maior cientificidade.

 Acesse o link e baixe o ESQUEMA MONSTRO - SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA


Pense FORA DA CAIXA






quinta-feira, 2 de outubro de 2014

LIBERDADE DE EXPRESSÃO / DIREITO À INFORMAÇÃO

 É comum afirmar-se que liberdade de expressão é direito de poder dizer qualquer coisa sobre qualquer pessoa ou instituição. Deve-se levar em consideração que qualquer expressão gera repercussões - que podem ser benéficas ou não.

A partir do momento que há liberdade de expressão deve haver também responsabilização pelo que se expressa, uma vez que o que é expresso pode incitar tanto atitudes de compaixão quanto crimes de ódio, atos de intolerância, que são danosos para o convívio em sociedade e para a própria democracia.

No link abaixo você pode baixar arquivo PDF com pontos básicos, fundamentais acerca da liberdade de expressão e do direito à informação.

Baixe.

Estude.

Compreenda.

Questione.

Compartilhe.

Pense FORA DA CAIXA


MATERIAL LIBERDADE DE EXPRESSÃO / DIREITO À INFORMAÇÃO AQUI


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

MÍDIA E AGENDAMENTO DO QUE SE FALA E PENSA SOBRE POLÍTICA E POLÍTICAS/OS

Em recentes exibições, o jornal nacional da rede Globo de televisão entrevistou as candidatas e os candidatos ao cargo de presidente da república tupiniquim e o que chamou atenção logo de início foi a virulência do posicionamento de seu apresentador Willian, o Bonner.

Com ataques celebrados por muitas/os telespectadoras/es, pudemos ver constrangimentos de várias ordens. Ele, o Bonner, pontuou desde obras ampliadoras de valor de terras, passando por nepotismo e questionamento da eficiência em escolher "pessoas certas" para cargos de confiança.

Palmas! (ecoaram de vários locais do país) e vaias também (de pessoas que lidam com jornalismo com alguma seriedade).

É fundamental que se procure pensar acerca desse posicionamento aparentemente justiceiro e correto do telejornal - e, por extensão, da emissora.

O que seria mais produtivo politicamente seria o direcionamento da suposta entrevista para a apresentação dos projetos de cada concorrente. Se era para intervir na fala que fosse para pedir a quem fala que parasse de "vender o peixe" falando de si ou do que antecessores abruptamente tirados do pleito fizeram.

A exposição detalhada dos planos de governo ampliaria a percepção acerca da/o candidata/o.

"Esfregar" na cara que houve corrupção, nepotismo, valorização de terras familiares em nada contribui para mudanças efetivas na política, apenas reforça a ideia de que a política nacional é território de pessoas mais interessadas em suplantar o interesse público pela satisfação das necessidades particulares.

Assim, posturas "justiceiras", supostamente defensoras dos interesses da nação podem ser entendidas mais como um posicionamento que objetiva alçar a imprensa como legítima defensora da moralidade na política, afinal, quando necessário ela "colocou o dedo na cara" de corruptas/os.

Programas de TV como o CQC, da rede Bandeirantes, a do Tas, contribuem tanto quanto a postura do William, o Bonner para agendar a sociedade no fortalecimento da postura contrária a qualquer política, inclusive a partidária (principalmente esta).

É uma forma simples de pensar, mas difícil de se levar em conta: se efetivamente todas as pessoas envolvidas em política fossem desonestas, mal teríamos avançado em pontos básicos da vida social.

Tanto o telejornal, o nacional, quanto o pseudo-jornalístico-humorístico CQC contribuiriam muito mais para a sociedade se "remassem contra a maré" e mostrassem para suas audiências que há pessoas honestas para quem a política é o que pode garantir mudanças, para além do interesse particular.

Contribuiria inclusive para a formação de muitas/os colegas de profissão que, por vários motivos, acreditam piamente que telejornais, determinadas revistas ditas de informação são propagadoras de verdades.

E aos estudantes, bem, para estas/es, ainda haveria possibilidades de formação crítica para além da crítica por criticar.

Logo abaixo você pode assistir ao esquete da cia de comédia Os Melhores do Mundo que trata de política e eleições. Pode ser ferramenta interessante para rever alguns raciocínios.

Pense FORA DA CAIXA.




sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A PIADA DA ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA ou A POLÍTICA DE TODOS OS DIAS E O SEU VOTO


Estamos todos cobertos de política até o pescoço. E não é por causa período eleitoral,  mas porque a política real se constitui a partir de todas as discussões, debates, lutas e decisões que se desenrolam todos os dias, nas quais estamos envolvidos querendo ou não. O momento eleitoral é só mais uma parte do processo e deve relacionar-se de maneira coerente com o restante, do contrário todos os belos discursos são apenas falas vazias construídas por publicitários, comunicadores e especialistas em campanha que sabem exatamente o que fazer para vender uma ideia, seja ela uma proposta infundada ou um novo modelo de celular que faz o mesmo que o anterior, mas promete ser melhor. 
            O grande problema de consagrar a eleição como momento máximo da democracia é estimular o esquecimento do processo restante, como o acompanhamento dos atos dos representantes eleitos ou as possibilidades de ação direta do povo, que existem e são poderosas mesmo na democracia representativa. As chamadas que ressaltam um "vem pra urna" ou um "democracia se faz nas eleições" reduzem  de maneira significativa as possibilidade de mudança, pois o eleitor tem as suas opções limitadas a três ou quatro candidatos que cantam trechos diferentes de uma mesma música.
            Uma boa escolha eleitoral não é feita assistindo ao horário político gratuito ou a entrevistas pseudojornalísticas, pois as regras do horário eleitoral não dão condição de concorrência igualitária e as danosas entrevistas servem mais para alimentar os egos dos apresentadores do que para explicar à população o que significam as políticas pretendidas e como serão realizados os milagres agendados para o primeiro ano de mandato. A escolha também deve considerar quem dá sustentação financeira para cada campanha, não se pode esperar que cada um dos milhõezinhos liberados tenha saído de casa sem data pra voltar.
            Essas incoerências sobre a política brasileira, mas não só brasileira, não querem dizer que não há alternativas e não devem motivar o brado coletivo de que "são todos uns ladrões e corruptos", pelo fato de que este brado é inútil. Acreditar que não tem jeito só é válido pra quem lucra com a situação atual. Há opções, mas elas passam despercebidas, enquanto a maioria da população decide entre o menos pior.
            Antes de alimentar a certeza de que são todos péssimos ou que são todos iguais, cabe perguntar se conhecemos realmente todas elas e todos eles. Se tivemos o trabalho de pesquisar detalhadamente quem são, o que querem, com quem se relacionam e no que acreditam, aí sim podemos dizer que escolhemos, do contrário aquele voto de cabresto estudado nos livros de história só se modificou, se moralizou e arrumou um jeito de nos fazer acreditar que escolhemos livremente.

Simone Pessoaé jornalista e odeia ter que contar piadas sem graça, mas como a sociedade pede sátiras para suas contradições e aberrações cotidianas, ela se dedica a este trabalho sujo.



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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

MARCAÇÃO DE TEXTOS - UMA POSSIBILIDADE


É fundamental a leitura no caminho de construção, reconstrução, desconstrução do conhecimento e, ao lermos um texto, muitas vezes sublinhamos ou marcamos partes com canetas coloridas, as populares marca-texto.

A marcação deve ser precisa sob risco de marcar tudo e, posteriormente, ter dificuldades de saber exatamente o que pode ser útil, importante, citável, questionável, instigador.

UMA PROPOSTA para a marcação de textos com canetas marcadoras é adotar um padrão que possa ser facilmente identificável.

Eis UMA PROPOSTA que pode ser útil e pode e deve ser adaptada aos interesses e necessidades de quem lê com objetivos "científicos".

Pense FORA DA CAIXA