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ARTIGOS

sábado, 11 de outubro de 2014

ESQUEMA MONSTRO MOVIMENTOS SOCIAS



Passe adiante.

Pense FORA DA CAIXA.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

DILMA, AÉCIO, O POVO BRASILEIRO & EU

 Professor, o senhor não vai votar em Dilma, não, né?

Professor, o senhor é comunista, é?

Professor, o senhor é anarquista? Defende os black blocs?

Vixi, professor! O senhor é desses que querem que todo mundo seja pobre, é?

Essas perguntas e outras muito parecidas fazem parte do cotidiano de professoras/es de História, Filosofia, Sociologia, Geografia ou de qualquer professor/a que demonstre algum engajamento com questões sociais.

Como estamos em período eleitoral é aí que a situação fica mais tensa. As conversas políticas – sobre políticas – tomam conta da sala de professoras/es chegando até as salas de aula. Um prato cheio para pesquisas sócio-antropológicas devido aos posicionamentos mais contraditórios, incoerentes, divergentes e, por que não dizer, bizarros de quem, em teoria, deveria contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico de dezenas de estudantes.

Um entendimento equivocado do que escreveu Paulo Freire leva muitxs professorxs a doutrinarem suas turmas afirmando que tal ou qual candidata/o é o melhor para o país. Por mais ansioso que esteja, por mais preocupado que me sinta em relação ao futuro do Brasil, não tenho o direito de forçar minhas turmas a verem o mundo da maneira que eu vejo.

Tenho a obrigação de expor para as turmas as possibilidades de posicionamento político, devo lhes garantir contato com a  instrumentação teórica para problematizar a realidade social e DESNATURALIZAR raciocínios que contribuem para a manutenção de desigualdades.

É válido considerar que muitos países considerados por muitas pessoas deste Brasil como exemplos a serem seguidos tem políticas públicas de transferência de renda como as que estão sendo ampliadas pelos governos do PT, sendo estas inclusive vistas com bons olhos lá fora.

Por determinadas classes sociais e grupos de mídia é que há ações de depreciação ao que está sendo implementado. Não é novidade: há alguns anos, Brizola enfrentou oposição ferrenha desses grupos e ele também era respeitado “no estrangeiro”.

Algumas críticas repetem a cantilena de que o Brasil parou de crescer, que a inflação está fora de controle. Usando o raciocínio que aplico em sala de aula me pergunto quantas dessas pessoas sabe exatamente de que crescimento econômico se está falando, como ele afeta a vida delas e uma, bem importante: quantas sabem O QUE É INFLAÇÃO?

Algumas afirmam que a economia vai mal, mas eu pergunto: como pode ir tão mal uma economia que garantiu que o Risco Brasil (explicando: é o nível de risco de investimentos no país por parte “do estrangeiro”) caísse de 1446, em 2002, para 224 em 2013?

Vamos aos bancos: o Banco do João, da Maria, do Antonio e do Pedro – do Brasil teve rendimento de dois bilhões de reais em 2002 e, ano passado, de 15,8 bilhões de reais. E o banco dos poupançudos, a Caixa, em 2002 teve lucro de 1,1 bilhão de reais e, ano passado, foram 6,7 bilhões de reais de lucro.

Lei básica do liberalismo clássico, aquele de Adam Smith, oferta e procura: em 2002 foram produzidos 1,8 milhões de veículos. Ano passado: 3,7 milhões de motorizados. Se há produção é porque há demanda.

Mas você poderá dizer que tá difícil a vida do empresariado nacional, então, sobre falências: FHC – 25.587, Lula e Dilma – 5.795, em média.

Decidi expor esses dados não mencionam as questões sociais. O motivo: esse texto está direcionado para a população que não é rica (os chamados pobres de direita ou pobres conservadores), pois anseiam serem ricos e desprezam a própria condição.

O governo do PT não foi socialista, nem foi comunista. Aplicou elementos de capitalismo que os dados mostram. Não apresento argumentos emocionais, apresento dados com o objetivo de reduzir as argumentações em favor de Aécio porque a economia vai mal, tem muita empresa falindo etc, etc.

Mas você pode querer tratar das políticas públicas e abordar os problemas que os programas assistenciais tem. Ok, vamos lá: políticas públicas existem para colocar em funcionamento o que a Constituição estabelece, pois, o fato de estar no texto da Carta Magna que o governo deve garantir saúde, educação de qualidade não quer dizer que estas serão implementadas. É aí que são elaboradas as políticas públicas, para se fazer cumprir a Lei.

São perfeitas? Não, mas a política é o campo do que sempre está em construção. Querer que políticas públicas sejam perfeitas é uma ingenuidade. E parte dessa ingenuidade foi embora quando vieram ao conhecimento público o mensalão e outras denúncias de corrupção. O PT decepcionou, sim, mas a causa é maior que qualquer partido.

Muitas pessoas que apoiavam ou militavam pelo PT saíram do partido – com todo direito – e se transformaram em antipetistas viscerais, chegando ao ponto de apoiar Aécio e cia limitada. Têm todo direito disso, mas me incomoda identificar pouca maturidade política para lidar com essa frustração.

A causa é maior que qualquer partido. Lembro que quando foram denunciados os crimes de Stálin ocorreu uma grande saída de membros do Partido Comunista, incluindo grande nomes da literatura e da política brasileira. Marighella, que foi assassinado durante o regime civil-militar, afirmou que deveriam os socialistas ficarem e reformarem o Partido e não abandonarem a causa – que não é uma ou duas pessoas, muito menos um partido.

Sigo essa postura de Marighella. E é por segui-la que escolho Dilma, porque o projeto que ela deu continuidade é o que mais realizou as mudanças sociais que eram necessárias para a vida de centenas de pessoas. O grupo de Aécio, historicamente, não teve essa sensibilidade.

Pense FORA DA CAIXA.


SONHAR - Tom Zé




Sonhar o pão
Toda a manhã
E ser aquele que mastiga
Sonhar o gosto
Do alimento
Se misturando na saliva
Aquele aroma
Que a gente sente
Pó de café na água quente
Sonhar escola
Senhor São Bento
Sonhar o tal discernimento
Sonhar a besta
Que em seu fastio
A fúria do começo viu
Sonhar o fogo
Do quilarão
Que veio do ainda-não
Gratia plena
Vida terrena
O céu aqui a gente pare
Filii tui
Na via crucis
Per mare nostrum navigare
Iê iô
Ié quá foguê
Sonhar a porta
Da esperança
O entra e sai da vizinhança
Sonhar o curso
Do marinheiro
Que viajou o mundo inteiro
Sonhar a lenda
Por cuja fenda
Sabedoria nos assalta
Sonhar o mito
Que em todo o rito
O filho ao parricídio ata
Iê, iô
Ié quá foguê (Bis)
De San Juãããã
ão dá dó de

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

SOBRE SOCIOLOGIA 1: Contexto histórico de seu surgimento



O momento que pode ser considerado o nascimento da Sociologia como ciência é o século XIX. Este século foi marcado por profundas transformações nas estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, tanto da Europa ocidental quanto do Brasil. Para o nosso interesse inicial, o que aconteceu na Europa terá um espaço maior.

Historicamente, o século XIX vivenciou o que foi designado como a Era das Revoluções. Revolução pode ser entendida como uma mudança radical, profunda. Para o que nos interessa, duas áreas foram especialmente afetadas momento: economia e política.

Tratemos de cada uma dessas áreas:

a. economia: a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL inglesa transformou radicalmente a maneira de produzir bens e distribuí-los, assim como a prestação de serviços; o modo de produção capitalista consolidou a divisão do trabalho em donos dos meios de produção e força de trabalho, gerando, através do trabalho nas fábricas, uma grande quantidade de operários explorados. Não apenas operários explorados como os que não foram integrados ao novo modelo, passaram a viver em péssimas condições de vida. Essa massa passou a ser vista como perigosa em potencial. É nessa sociedade que revoltas aconteciam e chamavam a atenção e geravam a necessidade de pensar sobre o que acontecia. Até aquele momento nenhuma das ciências humanas havia dado conta do que acontecia.

b. política: a REVOLUÇÃO FRANCESA, em 1789, alterou a política da França e repercutiu em outros locais da Europa ocidental e da América. A Revolução Francesa levou a burguesia para o comando da vida política francesa e com ela as idéias liberais. Foram criticadas a velha ordem política do Antigo Regime, o Estado Moderno, as estruturas feudais que ainda existiam.

Nessa conjuntura de transformações políticas e econômicas, devemos considerar que mesmo tendo origem nestes ramos, expandiram-se alterando praticamente a sociedade inteira. Suas repercussões se estenderam até o século XIX e é nesse contexto que apareceram as primeiras tentativas de reflexão acerca da sociedade, com maior cientificidade.

 Acesse o link e baixe o ESQUEMA MONSTRO - SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA


Pense FORA DA CAIXA






quinta-feira, 2 de outubro de 2014

LIBERDADE DE EXPRESSÃO / DIREITO À INFORMAÇÃO

 É comum afirmar-se que liberdade de expressão é direito de poder dizer qualquer coisa sobre qualquer pessoa ou instituição. Deve-se levar em consideração que qualquer expressão gera repercussões - que podem ser benéficas ou não.

A partir do momento que há liberdade de expressão deve haver também responsabilização pelo que se expressa, uma vez que o que é expresso pode incitar tanto atitudes de compaixão quanto crimes de ódio, atos de intolerância, que são danosos para o convívio em sociedade e para a própria democracia.

No link abaixo você pode baixar arquivo PDF com pontos básicos, fundamentais acerca da liberdade de expressão e do direito à informação.

Baixe.

Estude.

Compreenda.

Questione.

Compartilhe.

Pense FORA DA CAIXA


MATERIAL LIBERDADE DE EXPRESSÃO / DIREITO À INFORMAÇÃO AQUI


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

MÍDIA E AGENDAMENTO DO QUE SE FALA E PENSA SOBRE POLÍTICA E POLÍTICAS/OS

Em recentes exibições, o jornal nacional da rede Globo de televisão entrevistou as candidatas e os candidatos ao cargo de presidente da república tupiniquim e o que chamou atenção logo de início foi a virulência do posicionamento de seu apresentador Willian, o Bonner.

Com ataques celebrados por muitas/os telespectadoras/es, pudemos ver constrangimentos de várias ordens. Ele, o Bonner, pontuou desde obras ampliadoras de valor de terras, passando por nepotismo e questionamento da eficiência em escolher "pessoas certas" para cargos de confiança.

Palmas! (ecoaram de vários locais do país) e vaias também (de pessoas que lidam com jornalismo com alguma seriedade).

É fundamental que se procure pensar acerca desse posicionamento aparentemente justiceiro e correto do telejornal - e, por extensão, da emissora.

O que seria mais produtivo politicamente seria o direcionamento da suposta entrevista para a apresentação dos projetos de cada concorrente. Se era para intervir na fala que fosse para pedir a quem fala que parasse de "vender o peixe" falando de si ou do que antecessores abruptamente tirados do pleito fizeram.

A exposição detalhada dos planos de governo ampliaria a percepção acerca da/o candidata/o.

"Esfregar" na cara que houve corrupção, nepotismo, valorização de terras familiares em nada contribui para mudanças efetivas na política, apenas reforça a ideia de que a política nacional é território de pessoas mais interessadas em suplantar o interesse público pela satisfação das necessidades particulares.

Assim, posturas "justiceiras", supostamente defensoras dos interesses da nação podem ser entendidas mais como um posicionamento que objetiva alçar a imprensa como legítima defensora da moralidade na política, afinal, quando necessário ela "colocou o dedo na cara" de corruptas/os.

Programas de TV como o CQC, da rede Bandeirantes, a do Tas, contribuem tanto quanto a postura do William, o Bonner para agendar a sociedade no fortalecimento da postura contrária a qualquer política, inclusive a partidária (principalmente esta).

É uma forma simples de pensar, mas difícil de se levar em conta: se efetivamente todas as pessoas envolvidas em política fossem desonestas, mal teríamos avançado em pontos básicos da vida social.

Tanto o telejornal, o nacional, quanto o pseudo-jornalístico-humorístico CQC contribuiriam muito mais para a sociedade se "remassem contra a maré" e mostrassem para suas audiências que há pessoas honestas para quem a política é o que pode garantir mudanças, para além do interesse particular.

Contribuiria inclusive para a formação de muitas/os colegas de profissão que, por vários motivos, acreditam piamente que telejornais, determinadas revistas ditas de informação são propagadoras de verdades.

E aos estudantes, bem, para estas/es, ainda haveria possibilidades de formação crítica para além da crítica por criticar.

Logo abaixo você pode assistir ao esquete da cia de comédia Os Melhores do Mundo que trata de política e eleições. Pode ser ferramenta interessante para rever alguns raciocínios.

Pense FORA DA CAIXA.