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ARTIGOS

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A PIADA DA ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA ou A POLÍTICA DE TODOS OS DIAS E O SEU VOTO


Estamos todos cobertos de política até o pescoço. E não é por causa período eleitoral,  mas porque a política real se constitui a partir de todas as discussões, debates, lutas e decisões que se desenrolam todos os dias, nas quais estamos envolvidos querendo ou não. O momento eleitoral é só mais uma parte do processo e deve relacionar-se de maneira coerente com o restante, do contrário todos os belos discursos são apenas falas vazias construídas por publicitários, comunicadores e especialistas em campanha que sabem exatamente o que fazer para vender uma ideia, seja ela uma proposta infundada ou um novo modelo de celular que faz o mesmo que o anterior, mas promete ser melhor. 
            O grande problema de consagrar a eleição como momento máximo da democracia é estimular o esquecimento do processo restante, como o acompanhamento dos atos dos representantes eleitos ou as possibilidades de ação direta do povo, que existem e são poderosas mesmo na democracia representativa. As chamadas que ressaltam um "vem pra urna" ou um "democracia se faz nas eleições" reduzem  de maneira significativa as possibilidade de mudança, pois o eleitor tem as suas opções limitadas a três ou quatro candidatos que cantam trechos diferentes de uma mesma música.
            Uma boa escolha eleitoral não é feita assistindo ao horário político gratuito ou a entrevistas pseudojornalísticas, pois as regras do horário eleitoral não dão condição de concorrência igualitária e as danosas entrevistas servem mais para alimentar os egos dos apresentadores do que para explicar à população o que significam as políticas pretendidas e como serão realizados os milagres agendados para o primeiro ano de mandato. A escolha também deve considerar quem dá sustentação financeira para cada campanha, não se pode esperar que cada um dos milhõezinhos liberados tenha saído de casa sem data pra voltar.
            Essas incoerências sobre a política brasileira, mas não só brasileira, não querem dizer que não há alternativas e não devem motivar o brado coletivo de que "são todos uns ladrões e corruptos", pelo fato de que este brado é inútil. Acreditar que não tem jeito só é válido pra quem lucra com a situação atual. Há opções, mas elas passam despercebidas, enquanto a maioria da população decide entre o menos pior.
            Antes de alimentar a certeza de que são todos péssimos ou que são todos iguais, cabe perguntar se conhecemos realmente todas elas e todos eles. Se tivemos o trabalho de pesquisar detalhadamente quem são, o que querem, com quem se relacionam e no que acreditam, aí sim podemos dizer que escolhemos, do contrário aquele voto de cabresto estudado nos livros de história só se modificou, se moralizou e arrumou um jeito de nos fazer acreditar que escolhemos livremente.

Simone Pessoaé jornalista e odeia ter que contar piadas sem graça, mas como a sociedade pede sátiras para suas contradições e aberrações cotidianas, ela se dedica a este trabalho sujo.



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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

MARCAÇÃO DE TEXTOS - UMA POSSIBILIDADE


É fundamental a leitura no caminho de construção, reconstrução, desconstrução do conhecimento e, ao lermos um texto, muitas vezes sublinhamos ou marcamos partes com canetas coloridas, as populares marca-texto.

A marcação deve ser precisa sob risco de marcar tudo e, posteriormente, ter dificuldades de saber exatamente o que pode ser útil, importante, citável, questionável, instigador.

UMA PROPOSTA para a marcação de textos com canetas marcadoras é adotar um padrão que possa ser facilmente identificável.

Eis UMA PROPOSTA que pode ser útil e pode e deve ser adaptada aos interesses e necessidades de quem lê com objetivos "científicos".

Pense FORA DA CAIXA



 










sexta-feira, 29 de agosto de 2014

AMOR, SEXO E HETERONORMATIVIDADE

Sexo não define Amor. Aquela coisa que tanta gente sente e não sabe explicar. Escreveram certa vez que quando se ama, não se consegue responder o motivo de se amar. Quando se consegue responder, não é Amor.

O processo de socialização, contínuo, ininterrupto, direciona sentimentos, desejos, quereres. E é nesse processo que se normatiza o Amor.

O sexo não deveria definir quem se deve amar. O sexo, entretanto, é usado para controlar o que se deve sentir e por quem se deve sentir, produzindo corpos dóceis (aparentemente). É a socialização a serviço da heteronormatividade.

O controle sobre os corpos deve ser problematizado em favor de uma existência mais rica e menos adoecida.

Se permita

Sinta FORA DA CAIXA

terça-feira, 26 de agosto de 2014

DEPUTADAS/OS - O QUE DEVEM FAZER


É fundamental saber exatamente o que cada cargo que está sendo disputado nesta eleição deve fazer.

Citando os iluministas: "ousai saber!"

Pense FORA DA CAIXA

IDEIA CANTADA - CANALHA, de Walter Franco

Uma das marcas da sociedade consumista na qual estamos inseridas/os é a velocidade com que as mudanças acontecem. Essa velocidade, no entanto, impossibilita o melhor aproveitamento da própria vida.

Rapidamente se deve aprender algo. Rapidamente se deve conhecer pessoas e com elas se relacionar (inclusive sexualmente, principalmente sexualmente) sob pena de não estar "aproveitando a vida".

Nessa situação, todas as dores devem ser evitadas e a todo custo. Essas dores vão desde aquelas que são necessárias para aprender algo (focalizar atenção numa leitura, a dor oriunda do treinamento físico para atingir excelência em algum esporte, arte marcial, dança) até a dor da morte e do luto que ela traz - ou deveria trazer.

Entretanto, não somos apenas o que fisicamente buscamos evitar. A frustração, a angústia, o medo, a insegurança que, enganosamente não queremos sentir, não some, não desaparece. Apenas espera a brecha para se apropriar do espaço que lhe foi negado.

O cantor e compositor Walter Franco em sua canção CANALHA, nos brinda com essa reflexão acerca da dor inevitável, da dor canalha.



ESCUTA CANALHA DE WALTER FRANCO AQUI









Pense FORA DA CAIXA