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ARTIGOS

terça-feira, 21 de abril de 2015

ENEM - HISTÓRIA - GOLPE DE 1930, GILBERTO GIL E A LUTA CONTRA A LATA


Entre os conteúdos de História para o ENEM, podemos listar o século XX, a República brasileira são presenças quase que 100% certas.

Entre os conteúdos de República do Brasil, a Era Vargas aparece vez em sempre.

É fundamental lembrar que Vargas assumiu a presidência do país sem ser eleito pelo voto popular. Ele deu um golpe mesmo, uma vez que havia sido derrotado nas eleições pouco antes.

Mas deve-se entender o golpe de Vargas também em um contexto de transformação das forças produtivas que estava em curso no Brasil.

A música de Gilberto Gil, A luta conta a lata ou a falência do café, narra essa situação magistralmente. Nela encontramos o barão do café que resiste, o crescimento do proletariado, a industrialização avançando pelos "quintais do mundo" e a guerra contra a mudança (na ordem política que vem com a mudança econômica).

Escute, entenda, problematize.

pense FORA DA CAIXA

A LUTA CONTRA A LATA ou A FALÊNCIA DO CAFÉ

Alô, mulatas! Alô, alô, mulatas!
O barulho que vocês estão ouvindo é um barulho de latas!
De latas! Eu disse: "Latas! Latas!"

O exército de latas mil do inimigo
Tomou de assalto as prateleiras e os balcões
Em nome das plebéias chaminés plantadas
Em nossos quintais

Palavras proferidas por um velho dono
De terras roxas de uma vasta região
Em nome das grã-finas tradições plantadas
Em seu coração

(Café! Café! Café! Café!)

Chaminés plantadas nos quintais do mundo
As latas tomam conta dos balcões
Navios de café calafetados
Já não passeiam portos por ai

Rasgados velhos sacos de aninhagem
A grã-finagem limpa seus brasões
Protege com seus sacos de aninhagem
Velha linhagem de quatrocentões

Os sacos de aninhagem já não dão
A queima das fazendas também não
As latas tomam conta do balcão
Vivemos dias de rebelião

Enlate o seu café queimado
Enlate o seu café solúvel
Enlate o seu café soçaite
Enlate os restos do barão

A lata luta com mais forças
Adeus, elite do café
Enlate o seu café solúvel
Enquanto dá pé


Super Sociologia




sábado, 18 de abril de 2015

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL - outros elementos para tratar do tema

Tratar da redução da maioridade penal é enveredar por caminhos extremos e o  objetivo aqui é introduzir elementos que não aparecem na maior parte das conversas acerca do tema, é apontar possibilidades de se pensar o assunto sem tanta emoção, daquela que atrapalha a tomada de decisões. Para isso, podemos começar inserindo a questão de direitos.

Há várias definições do que sejam direitos. Uma delas, que servirá ao nosso objetivo, é de que um direito é aquilo que é mais adequado para uma pessoa e,  considerando que esta viva em sociedade, por isso, deve ser bom também para a coletividade.

Podemos enumerar, para efeitos didáticos, os direitos em: naturais, civis, políticos, sociais e humanos. Há quem cite também os direitos econômicos.

Comecemos com os direitos naturais: são aqueles que temos garantidos logo que nascemos. Direito à vida, à segurança, à liberdade e a buscar a felicidade.

O nascimento não garante a manutenção da vida, logo, é fundamental que se tenha segurança (sanitária, alimentar, hospitalar, escolar – para se desenvolver intelectual e fisicamente;  espiritual – para se inserir em um grupo religioso ou ateísta ou qualquer outro) que, por sua vez, tornará possível o exercício da liberdade para ir em busca da própria felicidade que, sendo otimista com o processo de socialização, deverá ser também a felicidade coletiva.

Pois bem, como se nota, os direitos naturais contribuem bastante para o pleno desenvolvimento individual e coletivo e a sua relação com a redução da maioridade penal passa pela pergunta:

Deve-se cobrar de alguém – um/a jovem – comportamentos morais, que são parte de um processo extenso de socialização, quando as condições fundamentais para tal socialização não só não foram garantidas em sua plenitude como, em alguns casos, foram extraídas arbitrariamente?

Desnaturalize o social, estranhe o cultural. Imagine sociologicamente.


Pense FORA DA CAIXA.







segunda-feira, 23 de março de 2015

ENEM - HISTÓRIA - Calypso e as Fontes para o estudo das ações humanas no tempo e espaço

Você, estudante que se prepara para a prova do ENEM, deve ter em mente que tudo que for produzido pela ação/pensamento humano é cultura, tanto material quanto imaterial.

A partir dessa perspectiva podemos enumerar, para efeitos didáticos, as fontes em:

1. primárias: são as fontes que, ao serem estudadas, permitem entender parte da existência de quem as produziu individual ou coletivamente. Exemplo: correspondências, registros de leis, diários;

2. secundárias: são todas as fontes que foram produzidas a partir da análise, da compreensão, do entendimento de fontes primárias. Exemplo: um livro que trate da história da Grécia e que se baseou no livro História, de Heródoto;

3. terciárias: você estará diante de uma fonte terciária quando identificar que ela reúne tanto fontes secundárias quanto primárias. Exemplo: uma lista de livros sobre determinado tema e que contenha os dois primeiros tipos de fonte citados; a internet também pode ser entendida como fonte terciária.

A música "Diário", cantada pela banda Cia do Calypso, mostra uma fonte primária na qual estão registrados os momentos importantes da vida do "eu lírico" da canção.

Ela quer se livrar das "lembranças que fazem chorar" e para tanto afirma, decidida, que vai arrancar as páginas que são a lembrança física, material da emoção boa que ela sentiu em outro momento.

E você, onde ficam registradas suas lembranças?

pense FORA DA CAIXA



Meu Diário
Companhia do Calypso

Vou arrancar do meu diário
As folhas que escrevi falando de você
Vou devolver a sua foto pra não olhar pra te
esquecer
Eu vou tirar você de mim,
ou nas suas cartas de amor vou dar um fim
Se acabou pra que guardar
lembranças suas que me fazem chorar

Vou arrancar do meu diário
As folhas que escrevi falando de você
Vou devolver a sua foto pra não olhar pra te
esquecer
Eu vou tirar você de mim,
ou nas suas cartas de amor vou dar um fim
Se acabou pra que guardar
lembranças suas que me fazem chorar

Decidi tirar você da minha vida
Não tem volta, é pra valer
Tô decidida

Decidi tirar você da minha vida
Não tem volta, é pra valer
Tô decidida

Vou devolver a sua foto pra não olhar pra te
esquecer
Eu vou tirar você de mim,
ou nas suas cartas de amor vou dar um fim
Se acabou pra que guardar
lembranças suas que me fazem chorar

Decidi tirar você da minha vida
Não tem volta, é pra valer
Tô decidida

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

ENEM - FILOSOFIA & SOCIOLOGIA: Direitos, Deveres, Democracia e Bob Marley

O/A estudante que se prepara para o ENEM deve ter em mente que uma questão certa nas provas diz respeito ao tema direitos e, por extensão, deveres e suas relações com o regime democrático.
Você que se prepara para o ENEM, tenha em mente que direitos não são concessões ou seja, não são dados de bom grado, pela boa vontade das autoridades constituídas.
Direitos são fruto de conquistas, de lutas, de reivindicações e nesse caminho muitas pessoas foram silenciadas ao buscarem a ampliação e até mesmo a melhora das condições de vida e trabalho.
Compreenda também que NÃO EXISTE DIREITO ETERNO. Sempre há possibilidades de direitos conseguidos serem retirados, seja por negociação, seja por definições arbitrárias (caso de regimes ditatoriais).
Não se pode deixar de lado que os direitos só são usufruídos por causa do cumprimento de deveres. Não cumprir com deveres é agir indiretamente contra a democracia - que não é feita apenas de direitos.
Quando não se concorda com deveres determinados o que se deve fazer é reivindicar sua mudança e não deixar de cumpri-los.
A canção Get up, Stand up, de Bob Marley aborda o principal fundamento da democracia: a possibilidade de reivindicar e a obrigação de não deixar de fazê-lo.

pense FORA DA CAIXA



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

RELAÇÕES ESPAÇO-TEMPO NO ESTUDO DE HISTÓRIA PARA O ENEM

Ao estudar História para o ENEM, deve-se ter em mente a superação de nomes e datas e desenvolver a habilidade de relacionar fatos, situá-los em contextos que são determinados temporal e espacialmente. 



Exemplo: ao tratarmos do tema VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES deve-se:

1. IDENTIFICAR O TEMPO - ano de 2015 e no final do século XIX

2. SITUAR OS LOCAIS - pode ser o mesmo local nos períodos de tempo citados ou locais diferentes

3. IDENTIFICAR as semelhanças (se houver) e as diferenças (geralmente há)

4. IDENTIFICAR as mudanças e permanências

5. COMPREENDER os motivos de manutenção e mudança

6. SEMPRE PROBLEMATIZAR o conhecimento adquirido pois os fatos não mudam mas o olhar para eles, sim

Pense FORA DA CAIXA