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ARTIGOS

terça-feira, 12 de maio de 2015

ENEM | HISTÓRIA - O CABUETA, A DITADURA CIVIL-MILITAR, BAIANO E OS NOVOS CAETANOS

Quem estuda História deve ter sempre em mente que as ações humanas no tempo incluem mais do que decretos, leis, ações individuais de quem se destacou governando ou sendo autoritário/a. Os detalhes do cotidiano também compõe a narrativa histórica.

Assim, quando tratamos do período da Ditadura civil-militar, é importante compreende-la em suas nuances do dia a dia, naquilo que os livros não mencionam e o ato de delatar é uma dessas nuances.

Durante os mais de vinte anos de regime autoritário, muita delação foi feita. Muitas pessoas entregaram outras tendo em vista a busca pela própria sobrevivência (sob tortura) ou mesmo como forma de se vingar de um desafeto.

A cabuetagem correu solta. Desde acusações provadas depois como falsas (como a que envolveu o falecido Wilson Simonal) até casos, de início, ainda não provados (há rumores que Roberto Carlos teria sido um desses delatores).

O grupo Baiano e os Novos Caetanos (uma sátira ao cantor Caetano Veloso e ao grupo de artistas baianos, muito sucesso na época) produziu uma canção sobre a cabuetagem que fez muito sucesso na época e que pode ser acompanhada abaixo.

#penseFORADACAIXA   |   #SuperSociologia

https://www.youtube.com/watch?v=HhUzwECoZqU

VÔ BATÊ PÁ TU

Falou, é isso aí malandro
Tem que se ligar aí nesse som, tá sabendo...
Eu vou bate pá tú, pá tu bate pá tua patota

Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê

Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê

O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações

Deduração um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações

Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê

Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê

O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações

Deduração, um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações

Tá falado, tu tem que se ligar....
É isso aí, falou

Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê

Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê

O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações

Deduração um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações



segunda-feira, 27 de abril de 2015

ENEM - HISTÓRIA - REFORMAS RELIGIOSAS E COMÉRCIO RELIGIOSO

Você que se prepara para o ENEM, deve dominar a habilidade de  identificar mudanças e permanências nos acontecimentos históricos.

Essa postagem trata das reformas religiosas (protestante e católica - esta também chamada de contrarreforma) e, ao realizarmos o olhar em perspectiva, podemos comparar a situação da igreja católica nos idos do século 16 e a situação de alguns grupos religiosos que praticam venda de objetos sacralizados no século 21.

O raciocínio histórico não deve julgar o período das reformas e o que aconteceu nele com os juízos de valor deste século sob o perigo de cometer anacronismo (usar a forma de pensar de uma época para analisar / julgar outra).

Aplicando a habilidade para as reformas, uma forma seria essa:

1. semelhanças: a venda de objetos sacralizados com a promessa de que trarão benefícios, curarão doenças, protegerão de algum mal; a população menos abastada é quem participava mais efetivamente dessa relação de troca;

2. diferenças: no século 16, os grupos que foram organizados a partir das reformas não tinham possibilidades maiores de influenciar a vida política pelas vias institucionais e, no século 21, há (no caso do Brasil), inclusive, uma bancada religiosa no Congresso nacional que é decisiva em muitas questões.

A canção "Orai e Vigiai", na voz de Falcão, nos fornece uma série de elementos que podemos identificar como semelhanças e diferenças entre os dois momentos no tempo.

pense FORA DA CAIXA

Super Sociologia







domingo, 26 de abril de 2015

ENEM - CIDADANIA - REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E PROCESSO HISTÓRICO

Quando se trata da redução da maioridade penal e como ela pode aparecer no ENEM, é importante que você tenha em mente que ela pode ser abordada no eixo

- Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado

No tópico específico:

- A luta pela conquista de direitos pelos cidadãos: direitos civis, humanos, políticos e sociais. Direitos sociais nas constituições brasileiras. Políticas afirmativas.

Os direitos devem ser entendidos como fruto de reivindicações historicamente localizadas. Cada época terá as reivindicações dos grupos que nela vivem e tais reivindicações não devem, de início, ser analisadas como justas ou não, mas entendidas no contexto que as produziu.

A sociedade brasileira deu atenção específica - e mais cuidadosa - para crianças e adolescentes apenas com a lei federal 8.069, que cria o Estatuto da Criança e do Adolescente. Foi só a partir dali que a juventude no Brasil passou a ser sujeito de direitos e TAMBÉM DE DEVERES (marca para lembrar que nem só de direitos se vive em uma sociedade).

O Estado, a partir daquele momento, passa a ser responsável absoluto por garantir desenvolvimentos físico, moral, mental e social de acordo com os princípios, marcados na Constituição, da liberdade e da dignidade, preparando para a vida adulta na sociedade.

Sendo o Estado responsável por garantir esses desenvolvimentos, cabe refletir: se ele garantisse EFETIVAMENTE teríamos jovens infratoras/es?

Quem comete um crime tem história, independente do crime cometido. Arnaldo Antunes nos diz isso na canção abaixo.

pense FORA DA CAIXA

Super Sociologia


sábado, 25 de abril de 2015

ENEM | SOCIOLOGIA - APOCALIPSE ZUMBI E O CONCEITO DE ANOMIA

Já pensou viver em um mundo no qual sua vida estivesse o tempo todo em risco?

Um mundo no qual matar alguém que seja uma ameaça para sua vida - ou que pareça uma ameaça - seja algo que não te dê remorsos?

Pois bem, esse mundo é um mundo anômico, no qual as formas coletivas de sentir, pensar e agir, historicamente estabelecidas, não respondem aos desafios da existência.

Esse é o mundo do apocalipse zumbi. Nesta aula, usaremos este mundo para entender melhor o conceito de anomia de Durkheim.

‪#‎SuperSociologia‬ | ‪#‎penseFORADACAIXA‬





quarta-feira, 22 de abril de 2015

ENEM - HISTÓRIA - PERÍODO DEMOCRÁTICO E A CANÇÃO DO SUBDESENVOLVIDO


Um dos períodos mais importantes na história da república brasileira diz respeito aos anos que vão do fim da Era Vargas, 1946, até o momento do golpe civil-militar de 1964.

Marcado pela efervescência cultural, política, cidadã mesmo, muito se pensou, naquele momento, em um projeto para o país.

Do nacionalismo trabalhista de Vargas, passando pelo desenvolvimentismo desnacionalizador de JK e as possíveis possibilidades de reformas de base de João Goulart, a ordem daqueles dias era problematizar, questionar mesmo.

E um dos questionamentos passava pela posição que o país ocupava em relação ao desenvolvimento. Historicamente produtor de matérias primas agrícolas para atender ao interesse das chamadas metrópoles e subserviente culturalmente, buscava-se autonomia, uma "cultura brasileira" (com todos os problemas dessa definição).

Fonte desse período, a Canção do Subdesenvolvido, faz uma viagem pelas várias fases de exploração do Brasil - com direito a um gênero musical para cada período.

O refrão cola na mente:
"Somos um país subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido..."

Canção do Subdesenvolvido
Carlos Lyra

O Brasil é uma terra de amores
Alcatifada de flores
Onde a brisa fala amores
Em lindas tardes de abril
Correi pras bandas do sul
Debaixo de um céu de anil
Encontrareis um gigante deitado

Santa Cruz...hoje o Brasil
Mas um dia o gigante despertou
Deixou de ser gigante adormecido
E dele um anão se levantou
Era um país subdesenvolvido
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, etc. (refrão)

E passado o período colonial
O país passou a ser um bom quintal
E depois de dar as contas a Portugal
Instaurou-se o latifúndio nacional, ai!
Subdesenvolvido, subdesenvolvido (refrão)

Então o bravo povo brasileiro
Em perigos e guerras esforçado
Mas que prometia a força humana
Plantou couve, colheu banana..
Bravo esforço do povo brasileiro
Mas não vi o capital lá do estrangeiro
Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão)

As nações do mundo para cá mandaram
Os seus capitais tão "desinteressados"
As nações, coitadas, queriam ajudar
E aquela "Ilha Velha" não roubou ninguém

País de pouca terra, só nos fez um bem
Um "big" bem, un "big" bem, bom, bem, bom
Nos deu luz, ah! Tirou ouro, oh!
Nos deu trem, ahhh! Mas levou o nosso tesouro
Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão)

Mas data houve que se acabaram
Os tempos duros e sofridos
Pois um dia aqui chegaram os capitais dos..
Paises amigos
País amigo desenvolvido
País amigo, país amigo

Amigo do subdesenvolvido
País amigo, país amigo
E nossos amigos americanos
Com muita fé, com muita fé
Nos deram dinheiro e nós plantamos
Só café!
É uma terra em que plantando tudo dá
Pode se plantar tudo que quiser
Mas eles resolveram que nós iríamos plantar
SÓ CAFÉ! SÓ CAFÉ!

Bento que bento é o frade - frade!
Na boca do forno - forno!
Tirai um bolo - bolo!
Fareis tudo que seu mestre mandar?
Faremos todos, faremos todos...

Começaram a nos vender e nos comprar
Comprar borracha - vender pneu
Comprar madeira - vender navio
Pra nossa vela - vender pavio
Só mandaram o que sobrou de lá
Matéria plástica,
Que entusiástica
Que coisa elástica,
Que coisa drástica
Rock-balada, filme de mocinho
Ar refrigerado e chiclet de bola
E coca-cola...!
Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão)

O povo brasileiro tem personalidade
Não se impressiona com facilidade
Embora pense como americano
Embora dance como americano
Embora cante como americano
Lá, lá, la, la, la, la
Êh, êh, meu boi
Êh, roçado bão
O meior do meu sertão, thu, thu, thu
Comeram o boi...

O povo brasileiro embora pense, dance e cante
como americano
Não come como americano
Não bebe como americano
Vive menos, sofre mais
Isso é muito importante
Muito mais do que importante
Pois difere os brasileiros dos demais
Personalidade, personalidade
Personalidade sem igual
Porém... subdesenvolvida, subdesenvolvida
E essa é que é a vida nacional

pense FORA DA CAIXA