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ARTIGOS

Mostrando postagens com marcador regime militar. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 1 de junho de 2015

ENEM - HISTÓRIA DO BRASIL - REGIME CIVIL-MILITAR E ARTISTAS CENSURADAS/OS

É fundamental que ao estudar o período de governo civil-militar brasileiro se tenha em mente que este foi caracterizado por ser uma ditadura.

Ditaduras, por sua vez, se caracterizam pelo fato de que quem está no comando das instituições políticas não está lá por vontade geral da população.

Ditaduras não admitem perguntas, problematizações. Toda oposição deve ser destruída, silenciada. As formas de reação contra um regime ditatorial vão desde o conflito direto contra os aparelhos repressores do Estado (polícia, forças militares) até o que se pode chamar de resistência sub-reptícia (aquela que se dá "por baixo dos panos", "nas intocas").

Esse tipo de resistência geralmente é desempenhado de maneira  bem interessante por artistas que, usando de malabarismos de linguagem (musical, escrita, corporal etc) , criticam a ordem autoritária.

Foi realizado em 1973 um festival de música, o Phono 73, com o objetivo de mostrar que essa gravadora não era um "reduto de comunistas" como se afirmava. Resultado: um dos registros mais contundentes da ditadura agindo contra as/os artistas - o microfone de Chico Buarque sendo cortado enquanto ele balbuciava Cálice, música considerada subversiva pelo regime.

(o som parece desvinculado das imagens em alguns momentos. O motivo: o que se escuta é o registro da mesa de som, que continuou gravando mesmo depois do microfone ter sido cortado.

#penseFORADACAIXA | #SuperSociologia



domingo, 4 de janeiro de 2015

EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO - IDEIA CANTADA - porque música cafona (brega) também foi censurada

É comum, quando se faz referência ao período de governo civil-militar (antes referida apenas como ditadura militar, mas esse é assunto de outra postagem, aguarde), pensar quase que automaticamente em artistas censuradas/os e, mais especificamente, em artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Raul Seixas.

Porém, deve se considerar que há a construção de uma memória "oficial" acerca da história da música brasileira e que privilegia determinadas/os artistas no processo de patrulhamento e censura da produção cultural do período.

Na época existia um grupo de artistas que era alcunhado de "cafona" (ou brega que, hoje em dia, se refere a outro estilo musical com algumas semelhanças) e que também foi censurado.

Odair José, Wando e Waldick Soriano foram colocados nesse grupo. No caso de Waldick Soriano, a canção EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO sofreu a ação dos censores pois estes acreditaram (ou quiseram acreditar) que a ela fazia queixas, denúncias contra o regime (!).

Se você ficou impressionada/o com isso, compreenda que em um regime autoritário um dos grupos que são imediatamente colocados sob vigilância é o de artistas, por falarem aos corações e mentes de quem os escuta, lê, olha.

Waldick Soriano é um bom exemplo que, mais do que ser cafona, brega, tratar de amor pode ser algo considerado perigoso, independente de como se trate.

pense FORA DA CAIXA