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ARTIGOS

sexta-feira, 5 de junho de 2015

ENEM | SOCIOLOGIA - IDEOLOGIA, MARX E ÓCULOS ESCUROS

Sabe óculos? Existe uma grande variedade deles para todas as situações: óculos de sol, óculos para quem tem dificuldade para enxergar o que está longe; óculos para quem tem dificuldade de enxergar o que está perto; óculos para quem tem problemas em enxergar de longe e de perto; óculos escuros, óculos de sol etc.

Assim como os óculos , as ideologias são variadas e atendem aos mais diversos interesses e necessidades. Cada óculos serve a uma determinada finalidade e as ideologias também.

Elas garantem a manutenção da ordem social assim como podem ser os impulsionadoras das mais intensas transformações sociais, políticas, culturais etc.

Saiba mais nessa aula sobre ideologia e se inscreva no nosso canal, curta nossa página feicebuquiana.

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#discordiaSEMPRE | #SuperSociologia |


segunda-feira, 1 de junho de 2015

ENEM - HISTÓRIA DO BRASIL - REGIME CIVIL-MILITAR E ARTISTAS CENSURADAS/OS

É fundamental que ao estudar o período de governo civil-militar brasileiro se tenha em mente que este foi caracterizado por ser uma ditadura.

Ditaduras, por sua vez, se caracterizam pelo fato de que quem está no comando das instituições políticas não está lá por vontade geral da população.

Ditaduras não admitem perguntas, problematizações. Toda oposição deve ser destruída, silenciada. As formas de reação contra um regime ditatorial vão desde o conflito direto contra os aparelhos repressores do Estado (polícia, forças militares) até o que se pode chamar de resistência sub-reptícia (aquela que se dá "por baixo dos panos", "nas intocas").

Esse tipo de resistência geralmente é desempenhado de maneira  bem interessante por artistas que, usando de malabarismos de linguagem (musical, escrita, corporal etc) , criticam a ordem autoritária.

Foi realizado em 1973 um festival de música, o Phono 73, com o objetivo de mostrar que essa gravadora não era um "reduto de comunistas" como se afirmava. Resultado: um dos registros mais contundentes da ditadura agindo contra as/os artistas - o microfone de Chico Buarque sendo cortado enquanto ele balbuciava Cálice, música considerada subversiva pelo regime.

(o som parece desvinculado das imagens em alguns momentos. O motivo: o que se escuta é o registro da mesa de som, que continuou gravando mesmo depois do microfone ter sido cortado.

#penseFORADACAIXA | #SuperSociologia



terça-feira, 12 de maio de 2015

ENEM | HISTÓRIA - O CABUETA, A DITADURA CIVIL-MILITAR, BAIANO E OS NOVOS CAETANOS

Quem estuda História deve ter sempre em mente que as ações humanas no tempo incluem mais do que decretos, leis, ações individuais de quem se destacou governando ou sendo autoritário/a. Os detalhes do cotidiano também compõe a narrativa histórica.

Assim, quando tratamos do período da Ditadura civil-militar, é importante compreende-la em suas nuances do dia a dia, naquilo que os livros não mencionam e o ato de delatar é uma dessas nuances.

Durante os mais de vinte anos de regime autoritário, muita delação foi feita. Muitas pessoas entregaram outras tendo em vista a busca pela própria sobrevivência (sob tortura) ou mesmo como forma de se vingar de um desafeto.

A cabuetagem correu solta. Desde acusações provadas depois como falsas (como a que envolveu o falecido Wilson Simonal) até casos, de início, ainda não provados (há rumores que Roberto Carlos teria sido um desses delatores).

O grupo Baiano e os Novos Caetanos (uma sátira ao cantor Caetano Veloso e ao grupo de artistas baianos, muito sucesso na época) produziu uma canção sobre a cabuetagem que fez muito sucesso na época e que pode ser acompanhada abaixo.

#penseFORADACAIXA   |   #SuperSociologia

https://www.youtube.com/watch?v=HhUzwECoZqU

VÔ BATÊ PÁ TU

Falou, é isso aí malandro
Tem que se ligar aí nesse som, tá sabendo...
Eu vou bate pá tú, pá tu bate pá tua patota

Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê

Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê

O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações

Deduração um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações

Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê

Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê

O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações

Deduração, um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações

Tá falado, tu tem que se ligar....
É isso aí, falou

Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê

Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê

O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações

Deduração um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações



segunda-feira, 27 de abril de 2015

ENEM - HISTÓRIA - REFORMAS RELIGIOSAS E COMÉRCIO RELIGIOSO

Você que se prepara para o ENEM, deve dominar a habilidade de  identificar mudanças e permanências nos acontecimentos históricos.

Essa postagem trata das reformas religiosas (protestante e católica - esta também chamada de contrarreforma) e, ao realizarmos o olhar em perspectiva, podemos comparar a situação da igreja católica nos idos do século 16 e a situação de alguns grupos religiosos que praticam venda de objetos sacralizados no século 21.

O raciocínio histórico não deve julgar o período das reformas e o que aconteceu nele com os juízos de valor deste século sob o perigo de cometer anacronismo (usar a forma de pensar de uma época para analisar / julgar outra).

Aplicando a habilidade para as reformas, uma forma seria essa:

1. semelhanças: a venda de objetos sacralizados com a promessa de que trarão benefícios, curarão doenças, protegerão de algum mal; a população menos abastada é quem participava mais efetivamente dessa relação de troca;

2. diferenças: no século 16, os grupos que foram organizados a partir das reformas não tinham possibilidades maiores de influenciar a vida política pelas vias institucionais e, no século 21, há (no caso do Brasil), inclusive, uma bancada religiosa no Congresso nacional que é decisiva em muitas questões.

A canção "Orai e Vigiai", na voz de Falcão, nos fornece uma série de elementos que podemos identificar como semelhanças e diferenças entre os dois momentos no tempo.

pense FORA DA CAIXA

Super Sociologia







domingo, 26 de abril de 2015

ENEM - CIDADANIA - REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E PROCESSO HISTÓRICO

Quando se trata da redução da maioridade penal e como ela pode aparecer no ENEM, é importante que você tenha em mente que ela pode ser abordada no eixo

- Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado

No tópico específico:

- A luta pela conquista de direitos pelos cidadãos: direitos civis, humanos, políticos e sociais. Direitos sociais nas constituições brasileiras. Políticas afirmativas.

Os direitos devem ser entendidos como fruto de reivindicações historicamente localizadas. Cada época terá as reivindicações dos grupos que nela vivem e tais reivindicações não devem, de início, ser analisadas como justas ou não, mas entendidas no contexto que as produziu.

A sociedade brasileira deu atenção específica - e mais cuidadosa - para crianças e adolescentes apenas com a lei federal 8.069, que cria o Estatuto da Criança e do Adolescente. Foi só a partir dali que a juventude no Brasil passou a ser sujeito de direitos e TAMBÉM DE DEVERES (marca para lembrar que nem só de direitos se vive em uma sociedade).

O Estado, a partir daquele momento, passa a ser responsável absoluto por garantir desenvolvimentos físico, moral, mental e social de acordo com os princípios, marcados na Constituição, da liberdade e da dignidade, preparando para a vida adulta na sociedade.

Sendo o Estado responsável por garantir esses desenvolvimentos, cabe refletir: se ele garantisse EFETIVAMENTE teríamos jovens infratoras/es?

Quem comete um crime tem história, independente do crime cometido. Arnaldo Antunes nos diz isso na canção abaixo.

pense FORA DA CAIXA

Super Sociologia