Menu Superior Horizontal

  • E
  • D
  • C
  • B
  • A

Acesse aqui!

Entre em contato pelo Facebook ou Twitter.

Assista aqui!!!

Assista a filmes históricos clicando aqui!!

Fichas monstro!!!

Faça o download das Fichas Monstro clicando na barra de menu!!

Fale com o Prof. Salviano Feitoza

Clique aqui e saiba informações importantes sobre o Prof. Salviano Feitoza

ARTIGOS

domingo, 4 de janeiro de 2015

EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO - IDEIA CANTADA - porque música cafona (brega) também foi censurada

É comum, quando se faz referência ao período de governo civil-militar (antes referida apenas como ditadura militar, mas esse é assunto de outra postagem, aguarde), pensar quase que automaticamente em artistas censuradas/os e, mais especificamente, em artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Raul Seixas.

Porém, deve se considerar que há a construção de uma memória "oficial" acerca da história da música brasileira e que privilegia determinadas/os artistas no processo de patrulhamento e censura da produção cultural do período.

Na época existia um grupo de artistas que era alcunhado de "cafona" (ou brega que, hoje em dia, se refere a outro estilo musical com algumas semelhanças) e que também foi censurado.

Odair José, Wando e Waldick Soriano foram colocados nesse grupo. No caso de Waldick Soriano, a canção EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO sofreu a ação dos censores pois estes acreditaram (ou quiseram acreditar) que a ela fazia queixas, denúncias contra o regime (!).

Se você ficou impressionada/o com isso, compreenda que em um regime autoritário um dos grupos que são imediatamente colocados sob vigilância é o de artistas, por falarem aos corações e mentes de quem os escuta, lê, olha.

Waldick Soriano é um bom exemplo que, mais do que ser cafona, brega, tratar de amor pode ser algo considerado perigoso, independente de como se trate.

pense FORA DA CAIXA 


sábado, 3 de janeiro de 2015

O QUE FAZER DA MINHA VIDA? - Milan Kundera, Frank Sinatra e possíveis possibilidades

Uma das questões mais frequentes nas nossas mentes é: será que estou fazendo a coisa certa?

Não há quem não tenha, em algum momento, ficado em dúvida acerca das próprias ações e de seus possíveis resultados.

Essas dúvidas são imobilizadoras - na maior parte das vezes - e nos impedem de agir. Noutras, nos direcionam para tomar as mesmas atitudes que deram resultados para outras pessoas, que nós conhecemos ou que acreditamos conhecer.

É comum também darmos ouvidos para as pessoas que aparentemente sabem o resultado que nossas ações terão.

Uma possibilidade de lidar com a angústia de não saber os resultados de nossas ações é simplesmente agir. Fazer o que tem que ser feito.

O escritor Milan Kundera em seu livro "A insustentável leveza do ser" escreve que a vida não admite ensaios, rascunhos, ou seja, não dá para fazer "de brincadeira" qualquer coisa, apenas fazer e, posteriormente, pensar acerca de como repercutiu.

Frank Sinatra, cantando "My Way", nos mostra alguém fazendo uma espécie de retrospectiva da própria vida e afirmando que, ao final, fez "o que quis" assumindo "as porradas que vieram".

Então, quando a pergunta vier (e ela com certeza virá), pense que é muito difícil saber com exatidão quais os resultados que suas ações terão, mas que o peso do resultado será sempre menor quando se assume, se afirma a própria vida e nossas escolhas.

pense FORA DA CAIXA 



TESTEMUNHAS: DE JEOVÁ, DE DARWIN E DA FALTA DE EQUILÍBRIO

Uma das questões mais acirradas do mundo das ciências - humanas, numéricas e da saúde - diz respeito ao início de tudo, tanto da vida na terra quanto do universo. Duas teorias se destacaram nesse tempo todo: o criacionismo e o evolucionismo.

Cada uma dessas teorias tem adeptas/os que as defendem fervorosamente.Tanto uma quanto a outra explicam, da maneira que lhes cabe, as origens.

Entretanto, em ambos os lados há posicionamentos de negação da explicação do outro. Essa negação passa tanto pelo posicionamento da simples afirmação de que um dos lados está correto e o outro está errado e  até pela pressão para que o Estado retire ou coloque uma das duas teorias nas grades curriculares das escolas.

A proposta mais ousada talvez seja identificar como essas diversas explicações podem se aproximar e enriquecer as respostas sobre a pergunta "de onde viemos?" .

Será que o evolucionismo não é a forma com a qual Deus/a/es/as (seja qual for em que se acredite) age sobre sua criação?

Em momento algum busco negar qualquer dos lados, mas sim buscar uma forma através da qual possamos pensar além do  que se tem de imediato e que poucas vezes é problematizado.

Rousseau foi um dos pensadores iluministas que chamou atenção para os perigos da supervalorização da explicação científica, pontuando que apenas se substituiria uma "fé" por outra.

O vídeo do Porta dos Fundos, Testemunha de Darwin, pode ser interessante para percebemos como, muitas vezes, o discurso científico se assemelha ao religioso na defesa do que se acredita. E vice-versa.

pense FORA DA CAIXA 




sexta-feira, 21 de novembro de 2014

PORQUE O OCUPE ESTELITA É MAIS QUE UMA CAUSA EM PROL DA HUMANIDADE E DO PÉ DE MANGA

Uma das funções do Estado é garantir condições dignas para a população. Nesse sentido, desde escolas públicas passando por atendimento médico, segurança, transportes públicos, tudo deveria ser de qualidade (pelo menos mínima, o que é exigir pouco considerando o pagamento de impostos) para o povo.

Esse argumento pode ser sempre invocado para falar mal das autoridades que deveriam atender aos nossos interesses. Isso, no entanto, não é novidade. A proposta aqui é pensar um pouco além.

O Estado (o conjunto de instituições jurídicas, políticas), já foi dito por vários pensadores, existe principalmente para atender aos interesses de quem detém poder financeiro (a tal elite). Pois vamos fazer uma linha de raciocínio buscando interligar aspectos que parecem, numa primeira olhada, não terem relação.

CARROS. 

Se existe um veículo que se opõe ao que deveria ser uma das funções da cidade, este é o carro particular como é usado hoje em dia. Ele resolve o problema individual de conforto para ir/voltar do trabalho. Como muitas pessoas trabalham, então temos muitos carros particulares nas ruas.

E os temos porque o transporte público prestado à população não presta (o trocadilho foi proposital). Quem iria investir em combustível diariamente se tivesse conforto e segurança nos ônibus e metrôs da cidade?

Mas investir em transporte público de qualidade é contrariar interesses das montadoras - eita, tem uma fábrica de automóveis funcionando aqui perto! Identificou a relação?

TRANSPORTE PÚBLICO DE QUALIDADE REDUZIRIA OS LUCROS DAS MONTADORAS

PROJETO NOVO RECIFE.

O projeto novo recife, da forma que tentam implementá-lo, não atende a função de gerar encontros que a cidade tem (e teve noutros tempos). Aquele espaço do Estelita daria um fabuloso lugar de encontro, de sociabilidades as mais diversas.

O projeto que querem implementar não contribuiria para a diversidade de encontros, as possibilidades que podem ser criadas e recriadas a partir de espaços públicos de qualidade.

Nesse ponto pense: quando se quer encontrar com as pessoas que te fazem bem, o que se faz? shopping. Neste o que se faz? Ver vitrines, vitrines e o máximo de sociabilidade saudável (será?) que se tem é ir ao cinema (com altos valores de ingresso e mais altos se for na sala de maior "conforto") ou a praça de alimentação com a comida cara, pouco saudável e que as conversas são gritos (quem nunca voltou pra casa rouca/o após uma tarde no shopping?).

A relação:

ESPAÇOS PÚBLICOS DE QUALIDADE REDUZIRIAM OS LUCROS DOS SHOPPINGS

O #OcupeEstelita é a causa em prol da humanidade e do pé de manga porque representa o empoderamento do que é nosso: a cidade. Ela é nossa.

Há tempos ocorre esse tipo de ingerência: ações são implementadas sem a participação de todas as pessoas interessadas ou que seriam e são afetadas pelo que se decide.

O #OcupeEstelita foi um passo fundamental na retomada do espaço da cidade, do espaço da política e repercute no mundo. Não repercute na grande mídia daqui pois esta tem relações diretas com as montadoras de automóveis, construtoras, shoppings, empresas rodoviárias.

Essa é a relação com o pé de manga: com mais espaços públicos, haverá mais árvores frutíferas. Com transporte público de qualidade mais pessoas se encontrarão e irão para as praças e poderão "se atrepar" no pé de manga ou curtir sua sombra.

Devemos problematizar o que nos é mostrado como único caminho, única possibilidade.

Temos o direito de assumir qualquer lado, mas, é fundamental escarafunchar, questionar, duvidar e, sinceramente, não creio que entendendo o que deve ser uma cidade e comparando com a que temos, defendamos o projeto novo recife, ainda que saiba que muitas pessoas o defendam.

O vídeo abaixo, lançado recentemente, contribui e muito para entendermos a situação da cidade/nossa.

Abra seu coração.

Pense FORA DA CAIXA.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

IDEOLOGIA, DISCURSO DE ÓDIO E RESULTADO DAS ELEIÇÕES - uma reflexão a partir de Slavoj Zizek

Após o resultado das eleições assistimos a manifestações explícitas de ódio contra nordestinos/as colocando-as/os como principais responsáveis pela derrota do candidato Aécio Neves.

A propagação desses raciocínios mais do que indignar deve levar ao questionamento dos motivos de se manifestarem e tão escancaradamente, sem pudores mesmo.

Está ligado a ideologia. Mais do que conjunto de ideias, ideologia pode ser entendida também como o que dá sentido ao nosso modo de estar no mundo, é o que legitima nossas formas coletivas de sentir, pensar e agir.

O vídeo abaixo foi montado a partir do documentário “O Guia Pervertido da Ideologia“, de Sophie Fiennes, em que Žižek explica sua teoria da ideologia e, nessa montagem, podemos ampliar a reflexão sobre o que acontece no país.

Pense FORA DA CAIXA